sábado, janeiro 24

Em que Canto tu estás?



OPoeta Rolim é esse de óculos e boina no canto esquerdo da foto...


Nos anos 80 havia um jornal alternativo editado pelo jornalista e poeta Paulino Rolim de Moura.
Elisa Barreto, sua esposa poetisa, declamava seus poemas aos quatro cantos de São José dos Cantos, ops!, dos Campos.
O então poeta Rolim, como o chamávamos, era uma figura assídua do canto da cultura...
Em meio aos cantos, junto aos poetas da cidade lá estava ele promovendo o Canto da Cultura...
O jornal do Rolim era o "Boca no Trombone".

sexta-feira, janeiro 23

Vôo das Almas






Vôo das almas

Sonhei
Esta noite sonhei
Contigo voava
No espaço cósmico
Não era avião
Não tínhamos asas não
Era uma força inconsciente
Que nos fazia levantar esse vôo
E bem alto
Como pássaros solitários
Soltos na imensidão
Juntos, penetramos
O labirinto etérico
Ríamos histéricos
De tamanha façanha
E a poesia
Essa, grudou em nós
Como uma gosma
E ela, toda faceira
Conduzia os elementos
Alimentando nossos desejos
De ar, de água, de terra e de fogo
Nossas entranhas purificadas
E as efígies de nós
Sobrevoando a terra toda azul
É bom voar
Estar nas alturas
Meu bom companheiro.

Elizabeth

quarta-feira, janeiro 21

Devaneios



Que seria da vida
Sem a dor de viver?
Que seria de mim
Sem essa angústia de existir?
Mais do que existir
Ser...
Ser talvez a visão que alguém sonhou
E esqueceu.

Elizabeth

sexta-feira, janeiro 9

ERA UMA VEZ EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E DAS FLORES





ERA UMA VEZ EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E DAS FLORES:



O Canto da Cultura, uma reunião de Poetas, um grupo de Loucos, andarilhos e filósofos.



O CANTO DA CULTURA começou em 1981 na Praça Afonso Pena de São José dos Campos.


Um tempo de prazer, porque a poesia movia para dentro e para fora…


Além da Poesia, Música, Teatro na rua, uma maneira alternativa de expor-se ao mundo.


Quem viu, não mais verá, quem não viu, não sabe o que perdeu. Mas quem não presenciou esse exótico acontecimento vai sentir o desejo de saber como foi esse evento tão bonito.




Foi assim que começou: ALAN E MIRAN…


Todo sábado na praça, o ponto de encontro.


Alan declamava e Miran cantava...


E foi aparecendo gente de todo lado. Um espaço para todos e cada um podia fazer ou dizer qualquer coisa.


LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE para expressar todo sentimento, todos os ardores da alma.





Elizabeth

sexta-feira, janeiro 2

Dia de Ira


Dia de Ira

Lamentavelmente estamos todos à beira de um ataque de nervos, mas no Brasil está tudo bem, ressoa essa frase por todos os cantos do país, quando na verdade, estamos tão possessos como os que estão hoje na faixa de gaza.
Hoje na Palestina o Hamas pediu aos Palestinos que fosse declarado um “dia de ódio” contra Israel. Não é louvável um pedido como esse, mas em meio a uma guerra, não sei o que é louvável. Mas há louvor no que Israel está fazendo? É louvável massacrar a Palestina dessa forma?
Os israelenses consideram-se povo escolhido e por isso com poderes arbitrários para mandar e desmandar, podres poderes que são comprados e vendidos ao bel prazer.
Tem uma máxima bíblica que diz para perdoar, assim como se é perdoado, o que não serve para Israel. Um povo que sempre reclamou com ênfase do que sofreu na segunda guerra mundial, deveria estar condoído com o sofrimento de outros humanos. Por conta do que aconteceu no passado, foi criado o Estado de Israel numa região que nunca foram deles, ao contrário, aquele espaço sempre foi dos Palestinos. Eles tomaram posse e agora querem que os Palestinos saiam, e chamam os mesmos de invasores, é brincadeira! Engraçado como o mundo comprado pelos judeus não move uma palha pra ajudar aquele povo oprimido.
Quando o Lula foi empossado Presidente do Brasil rodou uma carta na internet, onde Arafat contava sobre o que acontecia com os palestinos e pedia ajuda. A propaganda israelense é hollywoodiana mascarando a verdade sobre o que acontece na faixa de Gaza. Os palestinos, para defender os seus, combatem o inimigo com as armas que tem e se preciso for, entregam seus próprios corpos como veículo de bombas.
E o mundo inteiro assiste de camarote o que acontece lá do outro lado do mundo. E como é lá do outro lado, bem longe daqui, deixa pra lá.
Os judeus podiam seguir aquelas máximas bíblicas, quem sabe, teriam alguma piedade dos que estão fragilizados, evitando a morte, a fome e a desgraça. Já são mais de 400 mortos e os estrangeiros estão saindo da zona de confronto enquanto Israel se prepara para novos massacres, agora por terra.
Se uma parte do mundo não sente os lamentos, outros tantos estão em constantes protestos contra essa injustiça. Nós brasileiros, como somos muito pacíficos, sempre estaremos passivos diante desses levantes.



Protestos em Beirute em frente ao prédio da ONU



Beirute



Protestos na África



Protestos no Egito



Protestos na Bélgica



Protestos na Índia


Aqui no Brasil somos massacrados todos os dias e já nos acostumamos com isso, por isso, o que acontece na faixa de Gaza não nos afeta. AFINAL JÁ FOI CRIADA UMA NO BRASIL E NINGUÉM SE IMPORTA TAMBÉM!

Elizabeth


Em tempo:

"Entidades islâmicas fazem manifestação na avenida Paulista, em São Paulo; movimento é coordenado pela União Nacional das Entidades Islâmicas de São Paulo em apoio ao povo palestino na Faixa de Gaza"

DEMOROU!!!!

quinta-feira, janeiro 1

A Caverna





"A Minha pele tem o fogo do Juízo Final" (Zeca Baleiro)



A CAVERNA



Estávamos à beira da fogueira dentro daquela caverna pré-histórica.

Eu, sempre friorenta, esquentava meu corpo perto do fogo. Uma necessidade de estar sempre perto do fogo.

Do meu lado, você segurava a minha mão e ficávamos horas trocando idéias fascinantes e mirabolantes.

Num impulso, você se levantou e saiu para a caça no meio da noite, abandonando o fogo e eu.

Teimoso como sempre, não me ouviu quando o adverti sobre os perigos da sombra da noite, e nem ouviu meus pedidos para esperar o dia amanhecer, e sair com o sol. Naquele momento estava muito frio e eu o queria comigo, mas foi em vão.
Fiquei esperando por você a noite toda e ainda de manhã, mas nunca mais voltou e até então sempre o esperei.

E agora, eis que retorna e nos encontramos novamente. Mas já não é o mesmo caçador nem é o mesmo homem. As suas vestes são outras, os tempos são outros... O cenário mudou, até o enredo mudou, mas somos os mesmos. O mesmo par de almas. Nunca deixamos de Ser!




Somos o que somos e nada mais do que isso. A marca de um nome. A marca de dois nomes em um. Áspera e Lisa canção, separadas em fragmentos sonoros. Notas em si "No Universo das Paixões". O poder do verbo! O sibilar da Serpente Penteando a letra inicial. Vamos deitar nesse 8 e amar até a raiz quadrada do infinito...só pra pagar um mico!!!


Elizabeth