quinta-feira, fevereiro 19

Renato Vieira





Estava passeando na casa da minha amiga Luzia, quando ela me passou um livreto de poesia. Desses amarelados e quase artesanais. Daqueles iguais aos nossos poetas companheiros que destilaram o verbo em páginas à mão, em desenhos quase rupestres, em letras Olivetti, em gráficas amigas, em divulgações de lábios a ouvidos, em leituras de prazer e contentamento indescritíveis, mas “quase escrevíveis”. Comecei a ler e fiquei deslumbrada com o conteúdo e mais ainda com o nome da cidade da minha amiga e do autor: Heliodora!

Heliodora, nome belo e sonoro como as poesias de Renato Vieira, esse é o nome do poeta. E o livro: “Sem Roupa”

Espero que o Entrementes alcance a essência desse ser Heliodorense (ou Heliodorano?) não importa. E ao alcançar, ele entre em contato com a Nave Joseense. Enquanto ele não se manifesta, coloco aqui o mundo mágico dos seus poemas, para a sorte e deleite do mundo.

O meu desejo ao ler esse livro, era colocar todos os poemas, pois são cativantes e bonitos, mas só coloquei alguns. Li, reli e compartilho com todos as palavras derramadas por alguém que nem conheço, de uma cidade com nome incomum e que nunca tinha ouvido falar. Os poetas são seres iluminados e semelhantes em qualquer tempo ou lugar. Reconhecem-se pelas palavras que encantam e pelo brilho de seres complicados, estranhos, belos, contraditórios e sensíveis as causas humanas.


Sabemos que não somos mais do que crianças, quase inocentes.

A curiosidade nos levará a Heliodora?

Foi isso que escrevi no site Entrementes sobre o poeta Renato Vieira, que encontrei ao acaso numa estante onde estavam tantos outros livros...Pensei que o Renato, ao viajar pela WEB, encontraria a si mesmo no Entrementes...mas...
Mas, a curiosidade me levou a uma viagem virtual até Heliodora e descobri muitas coisas, entre elas, que o Poeta está vivo no coração das pessoas, mas o seu corpo físico já não está entre os humanos...já se foi para outras terras distantes!
A cidade de Heliodora fica no Sul de Minas e tem esse nome em homenagem a Bárbara Heliodora, outra poeta, esposa do Alvarenga Peixoto, o Poeta Inconfidente.

Essa é a Bárbara Heliodora

Pelas fotos, é uma cidade tranquila, com cachoeiras, poetas e muita música...









E o Renato?
O Renato é o filho dessa simpática cidade e viveu sua louca vida nesse canto e encantou o mundo com sua presença marcante, esse marcante deve ter várias tonalidades, pela tonalidade das histórias que já ouvi...mas ao ler os poemas dele, dá pra sentir a sua autêntica vida.
Pasmem, consegui uma foto do danado:



Olha o Renato aí...Poeta de Heliodora, tomando banho de cachoeira...Tem um jeito de maluco beleza.

Nessa viagem virtual encontrei também um músico que canta um poema do Renato "Copanema Ipacabana":

Escute a Música >>

Estou buscando uma análise que foi feita em cima da obra do Renato, mas ainda não encontrei, mas em breve vou colocar aqui.

Waldir Damaceno é quem está me enviando algumas informações sobre Heliodora...
Eis um vídeo dele:



Ele cita o Renato!!!

Consegui uma gravação em mp3 do próprio Renato Vieira cantando "Copanema Ipacabana"

domingo, fevereiro 15

Galileu Galilei


Igreja Católica faz missa em memória de Galileu pela 1ª vez em 445 anos
Dom, 15 Fev, 04h21

Roma, 15 fev (EFE).- O cientista italiano Galileu Galilei recebeu hoje a primeira homenagem da Igreja Católica em 445 anos com uma missa solene em sua memória na qual estiveram presentes cientistas e astrônomos de todo o mundo, informou a imprensa italiana.
O ato faz parte dos eventos de comemoração do Ano da Astronomia.

Leia essa notícia na íntegra:
Clique aqui e Entre no Entrementes >>

Cultura dos anos 80


Havia uma febre cultural nos anos 80
Os artistas, poetas e músicos queriam mostrar a sua arte ao povo.
Os poetas apareciam na praça depois juntavam-se para fazer recitais pela cidade.
Os atores apresentavam-se na praça, nas ruas e nos bairros, fazendo suas performances.
Os músicos tocavam e cantavam nas rodas do canto da cultura.
Todos, de forma independente, com a voz, o poema, a música, o instrumento e a vontade de ser e fazer.
Os jornais alternativos, vários deles, publicavam os poemas e as notícias sobre o movimento da praça…
Um desses jornais, publicou uma entrevista do músico-poeta Miran, que comentou sobre o início do movimento “Canto da Cultura”.

A Galera do Canto da Cultura


Veja os detalhes no site Entrementes

Entre no Entrementes >>

sexta-feira, fevereiro 13

Hypatia de Alexandria




Hypatia de Alexandria

Impossível não lembrar dessa mulher tão sábia, tão virtuosa e tão fiel aos seus princípios e aos seus conhecimentos.


Uma natureza tão elevada e tão exemplar sempre foi uma fonte de inspiração e admiração da minha parte.


Entre mentes tão elevadas e tão autênticas, o mundo nos presenteia com eventos admiráveis e inéditos. Essas mentes, masculinas e femininas colorem e dão sabores a todas as coisas visíveis e invisíveis que nos rodeiam.


Mulheres como Hypatia são símbolos que povoam o nosso inconsciente coletivo dando-nos direções de como encontrar o nosso verdadeiro Ser, Consciente e Individual.



HYPATIA DE ALEXANDRIA - Alguns historiadores acreditam que ela tenha nascido no ano 370. Seu pai, Theon, foi o último diretor do Museu de Alexandria e professor universitário de Matemática.
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A morte de Hypatia foi por volta de 415 d.c. É considerada hoje, não somente como uma mulher da Ciência, da Matemática, mas também uma grande Filósofa.
Sua vida terminou de maneira trágica, mas a sua história permanece assim como suas obras.


Elizabeth


* Para saber mais detalhes e imagens dessa grande mulher acesse o site Entrementes:

Clique aqui>>

Rumo





Rumo

Depois do deleite
Ficamos a olhar tudo aquilo
Com ar de tédio
Uma atitude estóica
Paralisa o corpo
E a mente.
Olhamos sem ver...


Elizabeth

quarta-feira, fevereiro 4

Dói não saber


Dói não saber


A dor é saber
Que nada é aquilo
Que sinto que é
A dor é não ter
Certeza de nada
Nem amor por completo
Nem pleno prazer
A dor de não deleitar-se
Em ser e saber
De toda verdade
Por mais crua que seja.
Somos
Fragmentos de algo além
De alguém
Fragmentos um do outro
Condenados a nunca juntar-se.
A dor de não enxergar
As coisas claras
E as escuras também
O sol e a Lua
Você lá
Eu aqui
Quase nos tocamos
Mas nunca atingimos
O âmago
Estamos muito longe
De sermos deuses andróginos!!!

Elizabeth