sábado, outubro 10

Flores ao Vento


Flores ao Vento


O cheiro da flor nos carrega para além
Do tridimensional.
Buscando o embalo da música sem som
E as verdadeiras cores, nunca vista pelos mortais.

A alegria encerrada no centro cardíaco
Dá o compasso da dança de Shiva e Shakti
Demonstrando que o Masculino e o Feminino
É a origem de toda vida e de toda morte.

Como um símbolo,
A Corneta dos Anjos
Estende-se no espaço, buscando o Mantra
Que nos leva para fora de si
Caindo em Si Bemol Maior.

Engole toda expectativa
Tornando silêncio o que era grotesco
Tornando arte, o que era banal
Encontrando toda sorte
Que dá norte para algum lugar
Esse que ainda é, o enigma sem fim.

Elizabeth

segunda-feira, setembro 7

É preciso Rir



É preciso Rir

Rio alto como nos tempos de infância
Nunca perdi esse costume bobo
De gargalhar sem motivo, sem esperar por nada.

Rir, limpa minh’alma de qualquer culpa
Mesmo daquelas que nunca soube

São “pecados originais”
Originados não sei onde nem sei como

Estão impregnados nessa pele humana
Que fantasia e encobre o puro e o impuro

Scaneio imagem por imagem
No afã de descobrir qual delas
Foi a precursora dessa sina desatinada.

Elizabeth

quarta-feira, agosto 26

Canta Raul


Canta Raul

É sempre assim
Todos pedem e gritam,
Todos querem ouvir o Pai do Rock.

Não é de agora que se busca
Uma onda metafísica, transcendental
Mas quando se escuta Raul
Apaziguam-se as almas sedentas
Por conhecer o tempo e o espaço em que se encontra.

Há dez mil anos atrás, talvez milênios
Ele passeia por essas Terras
Espalhando sons e uma poesia que engole
Toda e qualquer ânsia do coração humano
Despertando a oculta e desconhecida deusa
Que vive em cada um.

Por isso ninguém esquece
Aquele que trouxe o símbolo
Do sagrado e do profano
Que vive em deuses, homens e bestas.

Elizabeth

segunda-feira, agosto 24

Mera Ilusão


E quem disse que sei alguma coisa
A coisa que sei é que não sei quem disse
Espalhou-se no vento
A fantasia que vai além do que se pode captar

E como cegos guiando cegos
Cambaleantes caminhantes
Embriagam-se com o vinho do saber...

Acredita-se desvendar as Leis
Com o débil intelecto,
Esse que nunca deixou de andar em círculos
Por entre teses e antíteses
Mas que teima em provar o contrário

E viver é tão simples como dizem?


Elizabeth

quarta-feira, agosto 19

Sensações


Sensações

Era tão “feliz”
Vendo aquelas árvores frondosas
E aqueles frutos maduros.

Subia e descia morros verdejantes
Com o prazer inocente
De quem não pensa, apenas sente!

O cheiro da terra
Enleva e entontece, em êxtase
Como o colo quente de Mãe.

E este momento, tão fugaz
Fica registrado na memória de sensações
Distanciando pensamentos.

Pensar e Existir são cultivados
Por aqueles que nunca foram Poetas.

Elizabeth

sexta-feira, agosto 14

O sonho não acabou



O sonho não acabou

No momento dionísico
Uma onda gigante
Apoderou-se da multidão.

Foram carregados
Num movimento mágico
Para um lugar sem chão.

Despidos do vão materialismo
Voaram na direção oposta
De qualquer convenção.

Paz e Amor
Sinal tatuado no peito
Símbolo de uma geração...

Perdida no tempo e no espaço
Restando apenas
Pingentes feitos à mão.


Elizabeth

terça-feira, agosto 11

Custe o que Custar



Custe o que Custar


Olho ao meu redor
Vejo a dor em rostos humanos
Espelhos da minha inconsciência esclarecida.

Venho de um lugar que não lembro
A “realidade” em que me encontro agora
Faz-me cair no mim mesma
Que nada tem a ver comigo.

Encontro-me presa aos opostos
Mas custe o que custar
Hei de vencê-los
Hei de encontrar a síntese.

E só então, abrir
A verdadeira realidade do que sou
E o gosto que tem o amarelo.
Ver, ouvir e cheirar
Tudo que toco com minhas mãos de carne.

Elizabeth

sexta-feira, agosto 7

Buscando o Silêncio


Buscando o Silêncio

Assustada, atrapalho-me diante dessa imagem
Lembra-me uma obra de Camille Claudel
Há certo Caos permeando os pensamentos
E a Ordem tão desejada se faz difícil
Como uma experiência diante do novo.

Esperava encontrar planícies verdejantes
Com águas cristalinas que deslizam calmamente...
Mas as montanhas são íngremes
E perigos constantes rondam a minha incredulidade.

O cético impregnado cria uma cena de horror
E o tumulto desenrola-se sem limites
Dentro de mim.

Mas, ainda não perdi a esperança
Espero encontrar o ponto matemático
Onde toda a compreensão será desvendada
De uma forma tão simples
Que ainda não sei como é...mas será!

Elizabeth

domingo, agosto 2

Cenário de Goya



Cenário de Goya

Esses, são dias desleais!
E nesses dias, existir ou ser?

Os últimos serão os primeiros...
Ou essa fila parou há muito tempo?

Cobertos pelo véu
Por isso, andando ao léo?

Dias desleais porque se perdeu o contato com alguma coisa...
Paralisados todos olham o por de sol sem sentir o alaranjado.

Dias desleais, porque não se pode confiar em ninguém
O homem busca no homem, uma forma de dominação...

Justifica-se com a existência de um servil para cada dominador
Uma questão de equilíbrio e atração.

Dias desleais porque não se pode andar por aí, livremente...
É preciso pagar um pedágio tão caro
Que não compensa sair do círculo.

E daí, como fica a vida?

Elizabeth

quinta-feira, julho 30

Perdemos a visão cósmica e caímos na mediocridade




O projeto inicial do ser humano é a busca da autenticidade
Não deveríamos nos perder pelo caminho
Distraídos com coisas meramente banais
Pelas quais sucumbimos
E rastejamos por abismos de lamas.

Espero ressoar em seus ouvidos azuis
Algumas palavras alaranjadas
E que elas se diluam em átomos de entendimento
Em partículas de compreensão quântica...

Só aos saltos podemos sair do abismo
Retornar à superfície com um sinal de vitória
Esses são os louros dos grandes guerreiros.

É a trajetória do herói que não sucumbe
Consegue reunir forças mentais, morais, intelectuais e emocionais
Para escalar de volta ao topo
Com mais experiência, força e vontade inquebrantável.

Elizabeth

terça-feira, julho 21

Sou trilheira, por natureza!


Sou trilheira, por natureza!


A caminhada é a mesma
As pedras que rolam pelo caminho
São aquelas de tempos idos
As plantas, essas guardam segredos nos troncos perfumados
Os animais que saltitam aqui e ali, são irmãos
De muitas existências,
Contadas nas 108 contas do meu colar.
Os transeuntes, velhos conhecidos, sumiram da minha memória transitória...
No entanto, o pó que levanta desse chão avermelhado
Aguça minha lucidez
Essa que nunca me abandonou,
Nem mesmo nas horas mais trágicas...
Nem mesmo daquela vez em que me perdi nos atalhos
Quando andei em círculos
Sem a certeza da trilha que me leva pra lugar nenhum.
Elizabeth

quinta-feira, julho 16

EU SOU...


EU SOU...

Eu Sou o que sou e nada mais do que isso...
Nada menos também.

Não tenho nada
A não ser palavras que brincam ao redor de mim
Como crianças no parque.

Palavras vivas que se devoram
Palavras vivas, esfomeadas de mim.

Palavras em movimento
Que se arriscam a saltar sobre abismos
Ou
Alçando vôos mirabolantes
Fazendo piruetas no ar.

Depois, caço uma por uma
E faço uma sopa de letrinhas,
Afinal, ninguém é de ferro...
Não se vive só de palavras,
De vez em quando
É preciso tomar uma sopinha quente.


Elizabeth

sábado, julho 11

Fotografo bem o CÉU



Fotografo bem o CÉU

Diante desse cenário deslumbrante
Torno-me bucólica e pagã inocente
Sinto-me fluídica e evaporo o cheiro das plantas.

É como traduzir uma língua antiga e indecifrável
E nunca saber se a compreensão é real ou fictícia.

Um sonho velado por entre essas montanhas ao leste
Por onde o sol levanta para brincar
Escondendo-se por entre suas delicadezas.

Mas não desperto dessa dúvida
Entre estar aqui
E ser aquela que continua sonhando com a vida...
Mas continuo vendo toda essa beleza da minha janela.

quarta-feira, julho 8

Encontros Casuais


Encontros Casuais

Desde aquele tempo remoto, na caverna primitiva
O amor já era intenso ao redor da fogueira ardente
Nossos símbolos, entrelaçados estão
De uma forma singular.

O tempo passa e nos deparamos aqui e acolá
Sem marcar nossos ocultos e invisíveis encontros
O acaso nos une e nos distancia com a mesma regularidade
E as marcas ficam registradas na memória milenar.

No entanto, não penso sobre isso ou aquilo
Vivo simplesmente o momento e o desenrolar das horas
No afã de compreender tal sina.

Sua ausência tão presente
Levanta suspeita real
De que o mundo sem nós... É um mundo vazio!

Elizabeth

segunda-feira, julho 6

A MÚSICA DE NÓS DOIS


A MÚSICA DE NÓS DOIS

Hoje, ouvi a música de nós dois
Fiquei estática...
Uma dor bem leve foi entrando em mim
Uma saudade pálida espalhou-se pelo meu corpo.

Lembrei então
Que o teu amor por mim nunca existiu
E meu sentimento sempre inútil diante de ti
Não mexe... Não faz ondas...Nem se expande até tuas beiradas

Nunca atinge o teu íntimo...
Oh, é pleno e profundo o verdadeiro amor!
Nunca mais vou ouvir essa música!!!

Elizabeth

Veja o Vídeo >>

quinta-feira, julho 2

Pensamentos Fúteis do dia a dia


Mesmo quando não temos muitas opções, ainda assim não devemos nos trair com coisas contrárias a nós mesmos. Nada vale a pena se não for do nosso gosto, seria isso egoísmo?

Muitas vezes nos cansamos de depender de tudo, até mesmo de um coração que bate anunciando a nossa proximidade com a vida e a morte. A liberdade é tão bela e tão ansiada em suas formas tão dispersas ao vento. É da sua natureza, ventar e ventar.
Librianas como eu, são por natureza, meio desiquilibradas e por isso essa ânsia de colocar os pratos em igualdade, no lugar certo. Essa busca constante por harmonia.

Tenho certos hábitos estranhos, tais como me afastar do mundo voluntariamente. Isso nada tem a ver com mágoas ou desconsolo, mas quando sinto a minha presença meio sem utilidade, dou um passo ao lado e observo o mundo girando a minha volta, numa atitude totalmente alienada.

O lance da utilidade é mais profundo e incompreensível do que se possa imaginar. Ser útil ou inútil independe da nossa vontade, está impregnado em nossa natureza como uma marca congênita.

E pensar o que de tudo isso? Nada! Quem dera que fossa nada mesmo. Na verdade tudo isso que vos falo são produtos desses corcéis avermelhados que deslizam na tela da minha memória querendo competir com os quadros de Picasso(e Di Chirico).

E os corcéis velozes chocam-se entre si, porque a velocidade não tem limites. Alguns encontros inesperados entre eles dão-se de uma forma violenta, outros são tão calmos que penso que minha pressão caiu. Mas essas conversas silenciosas são tão surreais que podem estar fora de cogitação, sendo impossível descrevê-las com precisão.

Quem sabe num futuro distante, ou ainda dentro de uma brevidade tão palpável que seria difícil delimitar, poderia encontrar os vãos, por entre esses corcéis sem freio. E nesse dia então, desvendaria os mistérios que estão guardados nesse vazio iluminador...

Elizabeth

quarta-feira, julho 1

Assombro


Assombro!

Esperei meu último suspiro, mas ele não veio
Continuo a respirar tranquilamente
Sem escolher o estado das coisas, nem suas formas.

Permaneço entre o claro e o escuro de Rembrandt
A perscrutar uma nova cor, diante do meu olhar castanho.

Estimo minhas melhoras, diante dessa coisa que não ata nem desata
E o fim tão esperado, deve ser mais uma ilusão
Dessa mente traiçoeira
Que insiste em pregar peça,
Invertendo o sentido das coisas, indicando direções tortuosas pra lugar nenhum.

Mas, hei de vencer!
E subir a montanha mais alta
Só para gritar bem forte:
Você não está com nada!!!


Elizabeth

terça-feira, junho 30

Lugar Provisório


Vim até aqui sem saber por que
Vi tudo que precisava
Para saber que não pertenço a esse lugar
Mas continuo vagando por entre os escombros desse cenário.

As montanhas são muito baixas
E por aqui, minhas asas não funcionam
O meu corpo torna-se frágil
Como um brinquedo de criança.

Mas insisto em permanecer silente
Assistindo a essa cena sem sentido
Já que perdi os meus
E não consigo captar o âmago
Da verdadeira necessidade em estar por aqui.

Elizabeth

domingo, junho 28

A importância das coisas


Ah, se soubesse o que é mais importante,
Saberia também sobre a essência de tudo que existe no mundo
E sobre todas as coisas que pairam nesse ar...
Carregado de impressões, nem sempre digitais.

Mas, de impressões em impressões
Renoir fez a sua arte magistral, seguindo outros distantes
Seguido por outros tantos, tão magistrais quanto ele.
E todos sumiram do mundo da mesma forma.

Pela mesma porta que se entra também se esvai
Há certa semelhança nessa vinda e nessa - ida
E na lida dos dias intermináveis, ninguém sai da roda
Nem pra fazer o recreio entre uma tragédia e outra.

Permanecer no vaivém é uma escolha?


Elizabeth

sábado, junho 27

Eros e Psiqué


Eros e Psiqué

Tudo vale a pena
Quando a alma não é pequena
Psique é grande na sua nobreza
Na sua coragem, na sua força feminina.

Se todos os anjos
Cantassem as mais belas canções
De nada valeriam, se não falassem de amor
Poder maior que sustenta o mundo
Eros que a tudo cria e a tudo principia.

O véu da dualidade nos cobre levemente
Rouba a Consciência, adormece o ser
Mas quando Eros se une a sua amada Psique
Brota a Síntese, Unidade absoluta
Lei maior que rege todo o Cosmos.

Elizabeth

sexta-feira, junho 26

Eros e Thanatos




Quem me dera lembrasse ao acordar, que a morte está do lado esquerdo, como dizia Dom Juan.
O sábio índio, habitante do mundo dos sonhos, orientava os incautos diante dos perigos da vida.
Quem me dera todos os dias ao levantar, lembrasse que a morte me espreita por entre as batidas do coração, num ritmo calmo, porém ininterrupto.

Quem me dera estar desperta em todos os momentos, para pedir a morte do lado esquerdo, que o sopro instantâneo da minha vida se prolongue até que Marte me separe das músicas mais belas, que fico a ouvir, enquanto dura esse êxtase.


Elizabeth

quinta-feira, abril 9

A-M-O-R



A-M-O-R

O amor verdadeiro
Supera o bem e o mal
E se sobressai vitorioso
Sobre todos os seus inimigos
Numa síntese sem igual.

Não desanima diante dos pântanos
E nem dos lamaçais
Pois sua natureza de Lótus
Abre-se esplendoroso
Florescendo e embelezando.

O amor verdadeiro
Está acima
Dos fúteis desejos vãos
Das amarras
Que nos prendem ao pó
Dos laços ilusórios
Que confundem e escurecem

De nada vale viver
Sem buscar
A própria divindade
Nosso verdadeiro e real Ser
De nada vale viver
Sem amor.



Elizabeth

sexta-feira, abril 3

Fugacidade atrelada ao tempo


Fugacidade atrelada ao tempo


A doçura expande-se
Lentamente
Através da retina
Conectada à realidade...
Na luz
Posso enxergar o além
Farejando o sentido de morte
A espreitar no canto
Dos seus olhos
E ao deitar
Ao longo da minha vida
Paira um desejo derretido
De tocar suas mãos alienadas
Desconectadas do si mesmo
Ensimesmadas
Como verdadeiras entidades autônomas.


Elizabeth

quarta-feira, abril 1

O Poder da Música


O Poder da Música


As azaléias de mesa
Ficam rubras
Na primavera de Vivaldi
Entregam-se
Aos encantos da música
Perdem-se em vôos
Sem sair do lugar
Devoram-se
Num frenesi sem igual
E esse ritual
Contagia a humana sensação
Em mim
De apreciar o som
A luz
E a cor
No Universo adverso
Da minha ins-piração.

ELIZA / BETH

Canto da Cultura: Marcos Planta



Marcos Planta... Grande figura !
Ator, poeta e declamador...
Dele, ninguém mais sabe ninguém mais viu...
Chegava ao Canto da Cultura e declamava poesias dos grandes poetas brasileiros... Encantava com sua maneira peculiar de declamar e quem viu e ouviu nunca mais poderia esquecer "E agora, José?" ou ainda “Porque hoje é Sábado” que ele declamava todo sábado.
Declamava Vinícius, Drumond, José Régio, Fernando Pessoa, Dailor Varela e outros...Marcos Planta tinha um respeito e um amor sem limites pelas mulheres e as reverenciava sempre.
Marcos Planta como ator, fazia teatro na cidade e o seu grupo produzia peças que apresentava pelos bairros. Chegou a produzir a peça “Jaula Aberta” baseada no livro do Dailor Varela por quem nutria muita admiração.
Que ressoe essa doce lembrança...Qualquer que Seja o destino de Marcos Planta!

Elizabeth

Veja mais detalhes sobre Marcos Planta no nosso site:

Entre no Entrementes >>

quarta-feira, março 25

No momento, estou aqui!



No momento, estou aqui!


Pausei
Olhei
Constatei
Um mundo
Por entre os escombros
Da nova era.
Possibilidades
Ainda que instáveis.
Probabilidades
De uma vida
Microcósmica
Interplanetária
Eu sou eu?

Elizabeth

terça-feira, março 17

Cesar Pope - Cidadão do Mundo


Em meio ao turbilhão artístico e literário do “Canto da Cultura”, também apareciam os músicos.
Músicos que hoje são conhecidos na mídia.
Aglomeravam-se para cantar na praça... Alguns, além de cantar faziam performances...
Um deles era o Césinha Pope. Ele era muito louco! Cantava e improvisava suas performances junto com o Irael Luziano. Ele, quando vestia-se de vampiro era uma comédia.
O Césinha sumiu de são josé e foi lá para as bandas de Barcelona, Roma...mas ninguém esquece as peripécias dele...nem do seu espetáculo em frente a câmara municipal, certa vez.
Mas de vez em quando o Cesinha passa por São José para matar saudade dos campos e das flores da nossa Serra da Mantiqueira. Como diz um amigo nosso: Somos filhos da Mantiqueira!
Ele é um cidadão do mundo, está em Roma, em Barcelona, em São José dos Campos e no Rio de Janeiro, ops, no Rio? É isso aí, gente, o Cesinha aparece num vídeo onde ele canta com o mundo inteiro.

Elizabeth

O vídeo está no site do entrementes:

Veja o Vídeo >>

quarta-feira, março 4

Existe vida além da Terra?




Existe vida além da Terra?

Essa é a pergunta que não quer calar dentro da gente. E por mais evidências que temos, por mais concretas ou intuitivas que sejam, o desejo maior é a comprovação oficial de tão fascinante fenômeno.

E por isso, no dia 5 de março de 2009 um evento no mínimo extravagante e extraterreno: O lançamento do telescópio espacial Kepler. Na busca de vida fora da órbita terrestre, será lançado pela NASA, do Cabo Canaveral às 12h48. E ficará por mais de três anos fazendo pesquisa no espaço.

"Todos esperamos que existam muitos destes planetas," diz William Borucki do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA. "Se existirem por aí muitas Terras, a vida poderá ser bem mais comum do que se pensa," afirma - e talvez mesmo civilizações extraterrestres "à espera que nós a contactemos".

É a primeira vez que acontece no mundo a busca oficial da existência de vida em outros planetas. Essa busca por saber ou ver algum fenômeno extraterrestre já ocorre muito antes do que imaginamos, só que de forma alternativa. Oficialmente, os cientistas estão à busca de respostas para infindáveis questões que nós humanos, buscamos desvendar incansavelmente.

Que momento é esse que despertou desejo tão oculto e tão descarado em encontrar vida em planetas distantes, desses que orbitam estrelas além do nosso sol? Além da nossa curiosidade, existe algum outro motivo que desconhecemos?
Como diz o diretor de Astrofísica da Nasa, Jon Morse "O Kepler é um componente crucial dos esforços da Nasa para encontrar e estudar planetas com características similares às da Terra".

O Kepler é um poderoso instrumento com uma câmera digital super potente
"Se o Kepler observar um povo terrestre durante a noite a partir do espaço, poderá captar uma mudança na intensidade da luz causada por uma pessoa que passe em frente a um farol", explicou James Fanson coordenador do projeto.

"O telescópio Kepler é de fundamental importância no entendimento de que tipos de planetas formam-se ao redor de outras estrelas," diz a caçadora de exoplanetas Debra Fischer, da Universidade do Estado de São Francisco. "As descobertas que emergirem, serão usadas imediatamente para estudar as atmosferas dos exoplanetas gigantes gasosos com o Spitzer. E as estatísticas que serão compiladas nos ajudarão a traçar uma rota em direção a um pálido ponto azul como a nossa Terra, orbitando outra estrela de nossa galáxia".

O Kepler vai começar a sua busca na região de Cygnus-Lira que tem 100 mil estrelas parecidas com o sol.

Esses exoplanetas que Debra Ficher cita, são aqueles bem distantes que estão ao redor de outros sóis diferentes do nosso.
Bem, não somos os únicos no Universo...temos certezas?

Elizabeth


segunda-feira, março 2

Grupo Trem da Viração



Grupo Trem daViração

Dia dos Bruxos
31 de Outubro de 1998

Foi nessa noite que se encontraram e tocaram juntos pela primeira vez os músicos Déo Lopes (Monteiro Lobato), Márcio de Oliveira (Santa Branca), Cauíque Bonsucesso (Lorena), Marcelo Moreira (Jacareí), André Braga (São José dos Campos) e Beto Quadros (Taubaté). O que aconteceu de improviso acabou ganhando uma legião de fãs e o grupo, batizado “Trem da Viração”, título de uma das composições de Déo e Márcio, não mais parou de tocar e compor.
Os compositores do Trem da Viração Déo Lopes, Cauique Bonsucesso, Márcio de Oliveira e Beto Quadros, tem formações musicais bastante diversificadas, porém, todos eles são herdeiros de sangue da cultura popular cabocla do interior do estado de São Paulo, a maioria deles do Vale do Paraíba, e isto acabou se refletindo nas composições que fazem parte do repertório do grupo.
Suas músicas estão impregnadas de elementos rítmicos, melódicos e harmônicos presentes na cultura popular como catira, maxixe, batuque, pagode sertanejo, marchinha, congada, xote e baião, e suas letras fazem alusão a fatos e personagens passados e presentes na vida cabocla do Sudeste brasileiro, tudo isso traduzido de uma forma contemporânea e conquistando público de todas as idades.

(Release do Grupo Trem da Viração)

Para ver os detalhes acesse o site do Entrementes:

Entre no Entrementes >>

e o site do Trem da viração:

Entre no Trem da Viração >>

quinta-feira, fevereiro 19

Renato Vieira





Estava passeando na casa da minha amiga Luzia, quando ela me passou um livreto de poesia. Desses amarelados e quase artesanais. Daqueles iguais aos nossos poetas companheiros que destilaram o verbo em páginas à mão, em desenhos quase rupestres, em letras Olivetti, em gráficas amigas, em divulgações de lábios a ouvidos, em leituras de prazer e contentamento indescritíveis, mas “quase escrevíveis”. Comecei a ler e fiquei deslumbrada com o conteúdo e mais ainda com o nome da cidade da minha amiga e do autor: Heliodora!

Heliodora, nome belo e sonoro como as poesias de Renato Vieira, esse é o nome do poeta. E o livro: “Sem Roupa”

Espero que o Entrementes alcance a essência desse ser Heliodorense (ou Heliodorano?) não importa. E ao alcançar, ele entre em contato com a Nave Joseense. Enquanto ele não se manifesta, coloco aqui o mundo mágico dos seus poemas, para a sorte e deleite do mundo.

O meu desejo ao ler esse livro, era colocar todos os poemas, pois são cativantes e bonitos, mas só coloquei alguns. Li, reli e compartilho com todos as palavras derramadas por alguém que nem conheço, de uma cidade com nome incomum e que nunca tinha ouvido falar. Os poetas são seres iluminados e semelhantes em qualquer tempo ou lugar. Reconhecem-se pelas palavras que encantam e pelo brilho de seres complicados, estranhos, belos, contraditórios e sensíveis as causas humanas.


Sabemos que não somos mais do que crianças, quase inocentes.

A curiosidade nos levará a Heliodora?

Foi isso que escrevi no site Entrementes sobre o poeta Renato Vieira, que encontrei ao acaso numa estante onde estavam tantos outros livros...Pensei que o Renato, ao viajar pela WEB, encontraria a si mesmo no Entrementes...mas...
Mas, a curiosidade me levou a uma viagem virtual até Heliodora e descobri muitas coisas, entre elas, que o Poeta está vivo no coração das pessoas, mas o seu corpo físico já não está entre os humanos...já se foi para outras terras distantes!
A cidade de Heliodora fica no Sul de Minas e tem esse nome em homenagem a Bárbara Heliodora, outra poeta, esposa do Alvarenga Peixoto, o Poeta Inconfidente.

Essa é a Bárbara Heliodora

Pelas fotos, é uma cidade tranquila, com cachoeiras, poetas e muita música...









E o Renato?
O Renato é o filho dessa simpática cidade e viveu sua louca vida nesse canto e encantou o mundo com sua presença marcante, esse marcante deve ter várias tonalidades, pela tonalidade das histórias que já ouvi...mas ao ler os poemas dele, dá pra sentir a sua autêntica vida.
Pasmem, consegui uma foto do danado:



Olha o Renato aí...Poeta de Heliodora, tomando banho de cachoeira...Tem um jeito de maluco beleza.

Nessa viagem virtual encontrei também um músico que canta um poema do Renato "Copanema Ipacabana":

Escute a Música >>

Estou buscando uma análise que foi feita em cima da obra do Renato, mas ainda não encontrei, mas em breve vou colocar aqui.

Waldir Damaceno é quem está me enviando algumas informações sobre Heliodora...
Eis um vídeo dele:



Ele cita o Renato!!!

Consegui uma gravação em mp3 do próprio Renato Vieira cantando "Copanema Ipacabana"

domingo, fevereiro 15

Galileu Galilei


Igreja Católica faz missa em memória de Galileu pela 1ª vez em 445 anos
Dom, 15 Fev, 04h21

Roma, 15 fev (EFE).- O cientista italiano Galileu Galilei recebeu hoje a primeira homenagem da Igreja Católica em 445 anos com uma missa solene em sua memória na qual estiveram presentes cientistas e astrônomos de todo o mundo, informou a imprensa italiana.
O ato faz parte dos eventos de comemoração do Ano da Astronomia.

Leia essa notícia na íntegra:
Clique aqui e Entre no Entrementes >>

Cultura dos anos 80


Havia uma febre cultural nos anos 80
Os artistas, poetas e músicos queriam mostrar a sua arte ao povo.
Os poetas apareciam na praça depois juntavam-se para fazer recitais pela cidade.
Os atores apresentavam-se na praça, nas ruas e nos bairros, fazendo suas performances.
Os músicos tocavam e cantavam nas rodas do canto da cultura.
Todos, de forma independente, com a voz, o poema, a música, o instrumento e a vontade de ser e fazer.
Os jornais alternativos, vários deles, publicavam os poemas e as notícias sobre o movimento da praça…
Um desses jornais, publicou uma entrevista do músico-poeta Miran, que comentou sobre o início do movimento “Canto da Cultura”.

A Galera do Canto da Cultura


Veja os detalhes no site Entrementes

Entre no Entrementes >>

sexta-feira, fevereiro 13

Hypatia de Alexandria




Hypatia de Alexandria

Impossível não lembrar dessa mulher tão sábia, tão virtuosa e tão fiel aos seus princípios e aos seus conhecimentos.


Uma natureza tão elevada e tão exemplar sempre foi uma fonte de inspiração e admiração da minha parte.


Entre mentes tão elevadas e tão autênticas, o mundo nos presenteia com eventos admiráveis e inéditos. Essas mentes, masculinas e femininas colorem e dão sabores a todas as coisas visíveis e invisíveis que nos rodeiam.


Mulheres como Hypatia são símbolos que povoam o nosso inconsciente coletivo dando-nos direções de como encontrar o nosso verdadeiro Ser, Consciente e Individual.



HYPATIA DE ALEXANDRIA - Alguns historiadores acreditam que ela tenha nascido no ano 370. Seu pai, Theon, foi o último diretor do Museu de Alexandria e professor universitário de Matemática.
_____________________________________

A morte de Hypatia foi por volta de 415 d.c. É considerada hoje, não somente como uma mulher da Ciência, da Matemática, mas também uma grande Filósofa.
Sua vida terminou de maneira trágica, mas a sua história permanece assim como suas obras.


Elizabeth


* Para saber mais detalhes e imagens dessa grande mulher acesse o site Entrementes:

Clique aqui>>

Rumo





Rumo

Depois do deleite
Ficamos a olhar tudo aquilo
Com ar de tédio
Uma atitude estóica
Paralisa o corpo
E a mente.
Olhamos sem ver...


Elizabeth

quarta-feira, fevereiro 4

Dói não saber


Dói não saber


A dor é saber
Que nada é aquilo
Que sinto que é
A dor é não ter
Certeza de nada
Nem amor por completo
Nem pleno prazer
A dor de não deleitar-se
Em ser e saber
De toda verdade
Por mais crua que seja.
Somos
Fragmentos de algo além
De alguém
Fragmentos um do outro
Condenados a nunca juntar-se.
A dor de não enxergar
As coisas claras
E as escuras também
O sol e a Lua
Você lá
Eu aqui
Quase nos tocamos
Mas nunca atingimos
O âmago
Estamos muito longe
De sermos deuses andróginos!!!

Elizabeth

sábado, janeiro 24

Em que Canto tu estás?



OPoeta Rolim é esse de óculos e boina no canto esquerdo da foto...


Nos anos 80 havia um jornal alternativo editado pelo jornalista e poeta Paulino Rolim de Moura.
Elisa Barreto, sua esposa poetisa, declamava seus poemas aos quatro cantos de São José dos Cantos, ops!, dos Campos.
O então poeta Rolim, como o chamávamos, era uma figura assídua do canto da cultura...
Em meio aos cantos, junto aos poetas da cidade lá estava ele promovendo o Canto da Cultura...
O jornal do Rolim era o "Boca no Trombone".

sexta-feira, janeiro 23

Vôo das Almas






Vôo das almas

Sonhei
Esta noite sonhei
Contigo voava
No espaço cósmico
Não era avião
Não tínhamos asas não
Era uma força inconsciente
Que nos fazia levantar esse vôo
E bem alto
Como pássaros solitários
Soltos na imensidão
Juntos, penetramos
O labirinto etérico
Ríamos histéricos
De tamanha façanha
E a poesia
Essa, grudou em nós
Como uma gosma
E ela, toda faceira
Conduzia os elementos
Alimentando nossos desejos
De ar, de água, de terra e de fogo
Nossas entranhas purificadas
E as efígies de nós
Sobrevoando a terra toda azul
É bom voar
Estar nas alturas
Meu bom companheiro.

Elizabeth

quarta-feira, janeiro 21

Devaneios



Que seria da vida
Sem a dor de viver?
Que seria de mim
Sem essa angústia de existir?
Mais do que existir
Ser...
Ser talvez a visão que alguém sonhou
E esqueceu.

Elizabeth

sexta-feira, janeiro 9

ERA UMA VEZ EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E DAS FLORES





ERA UMA VEZ EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E DAS FLORES:



O Canto da Cultura, uma reunião de Poetas, um grupo de Loucos, andarilhos e filósofos.



O CANTO DA CULTURA começou em 1981 na Praça Afonso Pena de São José dos Campos.


Um tempo de prazer, porque a poesia movia para dentro e para fora…


Além da Poesia, Música, Teatro na rua, uma maneira alternativa de expor-se ao mundo.


Quem viu, não mais verá, quem não viu, não sabe o que perdeu. Mas quem não presenciou esse exótico acontecimento vai sentir o desejo de saber como foi esse evento tão bonito.




Foi assim que começou: ALAN E MIRAN…


Todo sábado na praça, o ponto de encontro.


Alan declamava e Miran cantava...


E foi aparecendo gente de todo lado. Um espaço para todos e cada um podia fazer ou dizer qualquer coisa.


LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE para expressar todo sentimento, todos os ardores da alma.





Elizabeth