O cheiro da flor nos carrega para além Do tridimensional. Buscando o embalo da música sem som E as verdadeiras cores, nunca vista pelos mortais.
A alegria encerrada no centro cardíaco Dá o compasso da dança de Shiva e Shakti Demonstrando que o Masculino e o Feminino É a origem de toda vida e de toda morte.
Como um símbolo, A Corneta dos Anjos Estende-se no espaço, buscando o Mantra Que nos leva para fora de si Caindo em Si Bemol Maior.
Engole toda expectativa Tornando silêncio o que era grotesco Tornando arte, o que era banal Encontrando toda sorte Que dá norte para algum lugar Esse que ainda é, o enigma sem fim.
É sempre assim Todos pedem e gritam, Todos querem ouvir o Pai do Rock.
Não é de agora que se busca Uma onda metafísica, transcendental Mas quando se escuta Raul Apaziguam-se as almas sedentas Por conhecer o tempo e o espaço em que se encontra.
Há dez mil anos atrás, talvez milênios Ele passeia por essas Terras Espalhando sons e uma poesia que engole Toda e qualquer ânsia do coração humano Despertando a oculta e desconhecida deusa Que vive em cada um.
Por isso ninguém esquece Aquele que trouxe o símbolo Do sagrado e do profano Que vive em deuses, homens e bestas.
E quem disse que sei alguma coisa A coisa que sei é que não sei quem disse Espalhou-se no vento A fantasia que vai além do que se pode captar
E como cegos guiando cegos Cambaleantes caminhantes Embriagam-se com o vinho do saber...
Acredita-se desvendar as Leis Com o débil intelecto, Esse que nunca deixou de andar em círculos Por entre teses e antíteses Mas que teima em provar o contrário
Assustada, atrapalho-me diante dessa imagem Lembra-me uma obra de Camille Claudel Há certo Caos permeando os pensamentos E a Ordem tão desejada se faz difícil Como uma experiência diante do novo.
Esperava encontrar planícies verdejantes Com águas cristalinas que deslizam calmamente... Mas as montanhas são íngremes E perigos constantes rondam a minha incredulidade.
O cético impregnado cria uma cena de horror E o tumulto desenrola-se sem limites Dentro de mim.
Mas, ainda não perdi a esperança Espero encontrar o ponto matemático Onde toda a compreensão será desvendada De uma forma tão simples Que ainda não sei como é...mas será!
O projeto inicial do ser humano é a busca da autenticidade Não deveríamos nos perder pelo caminho Distraídos com coisas meramente banais Pelas quais sucumbimos E rastejamos por abismos de lamas.
Espero ressoar em seus ouvidos azuis Algumas palavras alaranjadas E que elas se diluam em átomos de entendimento Em partículas de compreensão quântica...
Só aos saltos podemos sair do abismo Retornar à superfície com um sinal de vitória Esses são os louros dos grandes guerreiros.
É a trajetória do herói que não sucumbe Consegue reunir forças mentais, morais, intelectuais e emocionais Para escalar de volta ao topo Com mais experiência, força e vontade inquebrantável.
A caminhada é a mesma As pedras que rolam pelo caminho São aquelas de tempos idos As plantas, essas guardam segredos nos troncos perfumados Os animais que saltitam aqui e ali, são irmãos De muitas existências, Contadas nas 108 contas do meu colar. Os transeuntes, velhos conhecidos, sumiram da minha memória transitória... No entanto, o pó que levanta desse chão avermelhado Aguça minha lucidez Essa que nunca me abandonou, Nem mesmo nas horas mais trágicas... Nem mesmo daquela vez em que me perdi nos atalhos Quando andei em círculos Sem a certeza da trilha que me leva pra lugar nenhum. Elizabeth
Eu Sou o que sou e nada mais do que isso... Nada menos também.
Não tenho nada A não ser palavras que brincam ao redor de mim Como crianças no parque.
Palavras vivas que se devoram Palavras vivas, esfomeadas de mim.
Palavras em movimento Que se arriscam a saltar sobre abismos Ou Alçando vôos mirabolantes Fazendo piruetas no ar.
Depois, caço uma por uma E faço uma sopa de letrinhas, Afinal, ninguém é de ferro... Não se vive só de palavras, De vez em quando É preciso tomar uma sopinha quente.
Desde aquele tempo remoto, na caverna primitiva O amor já era intenso ao redor da fogueira ardente Nossos símbolos, entrelaçados estão De uma forma singular.
O tempo passa e nos deparamos aqui e acolá Sem marcar nossos ocultos e invisíveis encontros O acaso nos une e nos distancia com a mesma regularidade E as marcas ficam registradas na memória milenar.
No entanto, não penso sobre isso ou aquilo Vivo simplesmente o momento e o desenrolar das horas No afã de compreender tal sina.
Sua ausência tão presente Levanta suspeita real De que o mundo sem nós... É um mundo vazio!
Hoje, ouvi a música de nós dois Fiquei estática... Uma dor bem leve foi entrando em mim Uma saudade pálida espalhou-se pelo meu corpo.
Lembrei então Que o teu amor por mim nunca existiu E meu sentimento sempre inútil diante de ti Não mexe... Não faz ondas...Nem se expande até tuas beiradas
Nunca atinge o teu íntimo... Oh, é pleno e profundo o verdadeiro amor! Nunca mais vou ouvir essa música!!!
Mesmo quando não temos muitas opções, ainda assim não devemos nos trair com coisas contrárias a nós mesmos. Nada vale a pena se não for do nosso gosto, seria isso egoísmo?
Muitas vezes nos cansamos de depender de tudo, até mesmo de um coração que bate anunciando a nossa proximidade com a vida e a morte. A liberdade é tão bela e tão ansiada em suas formas tão dispersas ao vento. É da sua natureza, ventar e ventar. Librianas como eu, são por natureza, meio desiquilibradas e por isso essa ânsia de colocar os pratos em igualdade, no lugar certo. Essa busca constante por harmonia.
Tenho certos hábitos estranhos, tais como me afastar do mundo voluntariamente. Isso nada tem a ver com mágoas ou desconsolo, mas quando sinto a minha presença meio sem utilidade, dou um passo ao lado e observo o mundo girando a minha volta, numa atitude totalmente alienada.
O lance da utilidade é mais profundo e incompreensível do que se possa imaginar. Ser útil ou inútil independe da nossa vontade, está impregnado em nossa natureza como uma marca congênita.
E pensar o que de tudo isso? Nada! Quem dera que fossa nada mesmo. Na verdade tudo isso que vos falo são produtos desses corcéis avermelhados que deslizam na tela da minha memória querendo competir com os quadros de Picasso(e Di Chirico).
E os corcéis velozes chocam-se entre si, porque a velocidade não tem limites. Alguns encontros inesperados entre eles dão-se de uma forma violenta, outros são tão calmos que penso que minha pressão caiu. Mas essas conversas silenciosas são tão surreais que podem estar fora de cogitação, sendo impossível descrevê-las com precisão.
Quem sabe num futuro distante, ou ainda dentro de uma brevidade tão palpável que seria difícil delimitar, poderia encontrar os vãos, por entre esses corcéis sem freio. E nesse dia então, desvendaria os mistérios que estão guardados nesse vazio iluminador...
Esperei meu último suspiro, mas ele não veio Continuo a respirar tranquilamente Sem escolher o estado das coisas, nem suas formas.
Permaneço entre o claro e o escuro de Rembrandt A perscrutar uma nova cor, diante do meu olhar castanho.
Estimo minhas melhoras, diante dessa coisa que não ata nem desata E o fim tão esperado, deve ser mais uma ilusão Dessa mente traiçoeira Que insiste em pregar peça, Invertendo o sentido das coisas, indicando direções tortuosas pra lugar nenhum.
Mas, hei de vencer! E subir a montanha mais alta Só para gritar bem forte: Você não está com nada!!!
Vim até aqui sem saber por que Vi tudo que precisava Para saber que não pertenço a esse lugar Mas continuo vagando por entre os escombros desse cenário.
As montanhas são muito baixas E por aqui, minhas asas não funcionam O meu corpo torna-se frágil Como um brinquedo de criança.
Mas insisto em permanecer silente Assistindo a essa cena sem sentido Já que perdi os meus E não consigo captar o âmago Da verdadeira necessidade em estar por aqui.
Ah, se soubesse o que é mais importante, Saberia também sobre a essência de tudo que existe no mundo E sobre todas as coisas que pairam nesse ar... Carregado de impressões, nem sempre digitais.
Mas, de impressões em impressões Renoir fez a sua arte magistral, seguindo outros distantes Seguido por outros tantos, tão magistrais quanto ele. E todos sumiram do mundo da mesma forma.
Pela mesma porta que se entra também se esvai Há certa semelhança nessa vinda e nessa - ida E na lida dos dias intermináveis, ninguém sai da roda Nem pra fazer o recreio entre uma tragédia e outra.
Tudo vale a pena Quando a alma não é pequena Psique é grande na sua nobreza Na sua coragem, na sua força feminina.
Se todos os anjos Cantassem as mais belas canções De nada valeriam, se não falassem de amor Poder maior que sustenta o mundo Eros que a tudo cria e a tudo principia.
O véu da dualidade nos cobre levemente Rouba a Consciência, adormece o ser Mas quando Eros se une a sua amada Psique Brota a Síntese, Unidade absoluta Lei maior que rege todo o Cosmos.
Quem me dera lembrasse ao acordar, que a morte está do lado esquerdo, como dizia Dom Juan. O sábio índio, habitante do mundo dos sonhos, orientava os incautos diante dos perigos da vida. Quem me dera todos os dias ao levantar, lembrasse que a morte me espreita por entre as batidas do coração, num ritmo calmo, porém ininterrupto.
Quem me dera estar desperta em todos os momentos, para pedir a morte do lado esquerdo, que o sopro instantâneo da minha vida se prolongue até que Marte me separe das músicas mais belas, que fico a ouvir, enquanto dura esse êxtase.
A doçura expande-se Lentamente Através da retina Conectada à realidade... Na luz Posso enxergar o além Farejando o sentido de morte A espreitar no canto Dos seus olhos E ao deitar Ao longo da minha vida Paira um desejo derretido De tocar suas mãos alienadas Desconectadas do si mesmo Ensimesmadas Como verdadeiras entidades autônomas.
As azaléias de mesa Ficam rubras Na primavera de Vivaldi Entregam-se Aos encantos da música Perdem-se em vôos Sem sair do lugar Devoram-se Num frenesi sem igual E esse ritual Contagia a humana sensação Em mim De apreciar o som A luz E a cor No Universo adverso Da minha ins-piração.
Marcos Planta... Grande figura ! Ator, poeta e declamador... Dele, ninguém mais sabe ninguém mais viu... Chegava ao Canto da Cultura e declamava poesias dos grandes poetas brasileiros... Encantava com sua maneira peculiar de declamar e quem viu e ouviu nunca mais poderia esquecer "E agora, José?" ou ainda “Porque hoje é Sábado” que ele declamava todo sábado. Declamava Vinícius, Drumond, José Régio, Fernando Pessoa, Dailor Varela e outros...Marcos Planta tinha um respeito e um amor sem limites pelas mulheres e as reverenciava sempre. Marcos Planta como ator, fazia teatro na cidade e o seu grupo produzia peças que apresentava pelos bairros. Chegou a produzir a peça “Jaula Aberta” baseada no livro do Dailor Varela por quem nutria muita admiração. Que ressoe essa doce lembrança...Qualquer que Seja o destino de Marcos Planta!
Elizabeth
Veja mais detalhes sobre Marcos Planta no nosso site:
Pausei Olhei Constatei Um mundo Por entre os escombros Da nova era. Possibilidades Ainda que instáveis. Probabilidades De uma vida Microcósmica Interplanetária Eu sou eu?
Em meio ao turbilhão artístico e literário do “Canto da Cultura”, também apareciam os músicos. Músicos que hoje são conhecidos na mídia. Aglomeravam-se para cantar na praça... Alguns, além de cantar faziam performances... Um deles era o Césinha Pope. Ele era muito louco! Cantava e improvisava suas performances junto com o Irael Luziano. Ele, quando vestia-se de vampiro era uma comédia. O Césinha sumiu de são josé e foi lá para as bandas de Barcelona, Roma...mas ninguém esquece as peripécias dele...nem do seu espetáculo em frente a câmara municipal, certa vez. Mas de vez em quando o Cesinha passa por São José para matar saudade dos campos e das flores da nossa Serra da Mantiqueira. Como diz um amigo nosso: Somos filhos da Mantiqueira! Ele é um cidadão do mundo, está em Roma, em Barcelona, em São José dos Campos e no Rio de Janeiro, ops, no Rio? É isso aí, gente, o Cesinha aparece num vídeo onde ele canta com o mundo inteiro.
Essa é a pergunta que não quer calar dentro da gente. E por mais evidências que temos, por mais concretas ou intuitivas que sejam, o desejo maior é a comprovação oficial de tão fascinante fenômeno.
E por isso, no dia 5 de março de 2009 um evento no mínimo extravagante e extraterreno: O lançamento do telescópio espacial Kepler. Na busca de vida fora da órbita terrestre, será lançado pela NASA, do Cabo Canaveral às 12h48. E ficará por mais de três anos fazendo pesquisa no espaço.
"Todos esperamos que existam muitos destes planetas," diz William Borucki do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, EUA. "Se existirem por aí muitas Terras, a vida poderá ser bem mais comum do que se pensa," afirma - e talvez mesmo civilizações extraterrestres "à espera que nós a contactemos".
É a primeira vez que acontece no mundo a busca oficial da existência de vida em outros planetas. Essa busca por saber ou ver algum fenômeno extraterrestre já ocorre muito antes do que imaginamos, só que de forma alternativa. Oficialmente, os cientistas estão à busca de respostas para infindáveis questões que nós humanos, buscamos desvendar incansavelmente.
Que momento é esse que despertou desejo tão oculto e tão descarado em encontrar vida em planetas distantes, desses que orbitam estrelas além do nosso sol? Além da nossa curiosidade, existe algum outro motivo que desconhecemos? Como diz o diretor de Astrofísica da Nasa, Jon Morse "O Kepler é um componente crucial dos esforços da Nasa para encontrar e estudar planetas com características similares às da Terra".
O Kepler é um poderoso instrumento com uma câmera digital super potente "Se o Kepler observar um povo terrestre durante a noite a partir do espaço, poderá captar uma mudança na intensidade da luz causada por uma pessoa que passe em frente a um farol", explicou James Fanson coordenador do projeto.
"O telescópio Kepler é de fundamental importância no entendimento de que tipos de planetas formam-se ao redor de outras estrelas," diz a caçadora de exoplanetas Debra Fischer, da Universidade do Estado de São Francisco. "As descobertas que emergirem, serão usadas imediatamente para estudar as atmosferas dos exoplanetas gigantes gasosos com o Spitzer. E as estatísticas que serão compiladas nos ajudarão a traçar uma rota em direção a um pálido ponto azul como a nossa Terra, orbitando outra estrela de nossa galáxia".
O Kepler vai começar a sua busca na região de Cygnus-Lira que tem 100 mil estrelas parecidas com o sol.
Esses exoplanetas que Debra Ficher cita, são aqueles bem distantes que estão ao redor de outros sóis diferentes do nosso. Bem, não somos os únicos no Universo...temos certezas?
Foi nessa noite que se encontraram e tocaram juntos pela primeira vez os músicos Déo Lopes (Monteiro Lobato), Márcio de Oliveira (Santa Branca), Cauíque Bonsucesso (Lorena), Marcelo Moreira (Jacareí), André Braga (São José dos Campos) e Beto Quadros (Taubaté). O que aconteceu de improviso acabou ganhando uma legião de fãs e o grupo, batizado “Trem da Viração”, título de uma das composições de Déo e Márcio, não mais parou de tocar e compor. Os compositores do Trem da Viração Déo Lopes, Cauique Bonsucesso, Márcio de Oliveira e Beto Quadros, tem formações musicais bastante diversificadas, porém, todos eles são herdeiros de sangue da cultura popular cabocla do interior do estado de São Paulo, a maioria deles do Vale do Paraíba, e isto acabou se refletindo nas composições que fazem parte do repertório do grupo. Suas músicas estão impregnadas de elementos rítmicos, melódicos e harmônicos presentes na cultura popular como catira, maxixe, batuque, pagode sertanejo, marchinha, congada, xote e baião, e suas letras fazem alusão a fatos e personagens passados e presentes na vida cabocla do Sudeste brasileiro, tudo isso traduzido de uma forma contemporânea e conquistando público de todas as idades.
(Release do Grupo Trem da Viração)
Para ver os detalhes acesse o site do Entrementes:
Estava passeando na casa da minha amiga Luzia, quando ela me passou um livreto de poesia. Desses amarelados e quase artesanais. Daqueles iguais aos nossos poetas companheiros que destilaram o verbo em páginas à mão, em desenhos quase rupestres, em letras Olivetti, em gráficas amigas, em divulgações de lábios a ouvidos, em leituras de prazer e contentamento indescritíveis, mas “quase escrevíveis”. Comecei a ler e fiquei deslumbrada com o conteúdo e mais ainda com o nome da cidade da minha amiga e do autor: Heliodora!
Heliodora, nome belo e sonoro como as poesias de Renato Vieira, esse é o nome do poeta. E o livro: “Sem Roupa”
Espero que o Entrementes alcance a essência desse ser Heliodorense (ou Heliodorano?) não importa. E ao alcançar, ele entre em contato com a Nave Joseense. Enquanto ele não se manifesta, coloco aqui o mundo mágico dos seus poemas, para a sorte e deleite do mundo.
O meu desejo ao ler esse livro, era colocar todos os poemas, pois são cativantes e bonitos, mas só coloquei alguns. Li, reli e compartilho com todos as palavras derramadas por alguém que nem conheço, de uma cidade com nome incomum e que nunca tinha ouvido falar. Os poetas são seres iluminados e semelhantes em qualquer tempo ou lugar. Reconhecem-se pelas palavras que encantam e pelo brilho de seres complicados, estranhos, belos, contraditórios e sensíveis as causas humanas.
Sabemos que não somos mais do que crianças, quase inocentes.
A curiosidade nos levará a Heliodora?
Foi isso que escrevi no site Entrementes sobre o poeta Renato Vieira, que encontrei ao acaso numa estante onde estavam tantos outros livros...Pensei que o Renato, ao viajar pela WEB, encontraria a si mesmo no Entrementes...mas... Mas, a curiosidade me levou a uma viagem virtual até Heliodora e descobri muitas coisas, entre elas, que o Poeta está vivo no coração das pessoas, mas o seu corpo físico já não está entre os humanos...já se foi para outras terras distantes! A cidade de Heliodora fica no Sul de Minas e tem esse nome em homenagem a Bárbara Heliodora, outra poeta, esposa do Alvarenga Peixoto, o Poeta Inconfidente. Essa é a Bárbara Heliodora
Pelas fotos, é uma cidade tranquila, com cachoeiras, poetas e muita música...
E o Renato? O Renato é o filho dessa simpática cidade e viveu sua louca vida nesse canto e encantou o mundo com sua presença marcante, esse marcante deve ter várias tonalidades, pela tonalidade das histórias que já ouvi...mas ao ler os poemas dele, dá pra sentir a sua autêntica vida. Pasmem, consegui uma foto do danado:
Olha o Renato aí...Poeta de Heliodora, tomando banho de cachoeira...Tem um jeito de maluco beleza.
Nessa viagem virtual encontrei também um músico que canta um poema do Renato "Copanema Ipacabana":
Igreja Católica faz missa em memória de Galileu pela 1ª vez em 445 anos Dom, 15 Fev, 04h21
Roma, 15 fev (EFE).- O cientista italiano Galileu Galilei recebeu hoje a primeira homenagem da Igreja Católica em 445 anos com uma missa solene em sua memória na qual estiveram presentes cientistas e astrônomos de todo o mundo, informou a imprensa italiana. O ato faz parte dos eventos de comemoração do Ano da Astronomia.
Impossível não lembrar dessa mulher tão sábia, tão virtuosa e tão fiel aos seus princípios e aos seus conhecimentos.
Uma natureza tão elevada e tão exemplar sempre foi uma fonte de inspiração e admiração da minha parte.
Entre mentes tão elevadas e tão autênticas, o mundo nos presenteia com eventos admiráveis e inéditos. Essas mentes, masculinas e femininas colorem e dão sabores a todas as coisas visíveis e invisíveis que nos rodeiam.
Mulheres como Hypatia são símbolos que povoam o nosso inconsciente coletivo dando-nos direções de como encontrar o nosso verdadeiro Ser, Consciente e Individual.
HYPATIA DE ALEXANDRIA - Alguns historiadores acreditam que ela tenha nascido no ano 370. Seu pai, Theon, foi o último diretor do Museu de Alexandria e professor universitário de Matemática. _____________________________________
A morte de Hypatia foi por volta de 415 d.c. É considerada hoje, não somente como uma mulher da Ciência, da Matemática, mas também uma grande Filósofa. Sua vida terminou de maneira trágica, mas a sua história permanece assim como suas obras.
Elizabeth
* Para saber mais detalhes e imagens dessa grande mulher acesse o site Entrementes:
A dor é saber Que nada é aquilo Que sinto que é A dor é não ter Certeza de nada Nem amor por completo Nem pleno prazer A dor de não deleitar-se Em ser e saber De toda verdade Por mais crua que seja. Somos Fragmentos de algo além De alguém Fragmentos um do outro Condenados a nunca juntar-se. A dor de não enxergar As coisas claras E as escuras também O sol e a Lua Você lá Eu aqui Quase nos tocamos Mas nunca atingimos O âmago Estamos muito longe De sermos deuses andróginos!!!
OPoeta Rolim é esse de óculos e boina no canto esquerdo da foto...
Nos anos 80 havia um jornal alternativo editado pelo jornalista e poeta Paulino Rolim de Moura. Elisa Barreto, sua esposa poetisa, declamava seus poemas aos quatro cantos de São José dos Cantos, ops!, dos Campos. O então poeta Rolim, como o chamávamos, era uma figura assídua do canto da cultura... Em meio aos cantos, junto aos poetas da cidade lá estava ele promovendo o Canto da Cultura... O jornal do Rolim era o "Boca no Trombone".
Sonhei Esta noite sonhei Contigo voava No espaço cósmico Não era avião Não tínhamos asas não Era uma força inconsciente Que nos fazia levantar esse vôo E bem alto Como pássaros solitários Soltos na imensidão Juntos, penetramos O labirinto etérico Ríamos histéricos De tamanha façanha E a poesia Essa, grudou em nós Como uma gosma E ela, toda faceira Conduzia os elementos Alimentando nossos desejos De ar, de água, de terra e de fogo Nossas entranhas purificadas E as efígies de nós Sobrevoando a terra toda azul É bom voar Estar nas alturas Meu bom companheiro.
Que seria da vida Sem a dor de viver? Que seria de mim Sem essa angústia de existir? Mais do que existir Ser... Ser talvez a visão que alguém sonhou E esqueceu.
Lamentavelmente estamos todos à beira de um ataque de nervos, mas no Brasil está tudo bem, ressoa essa frase por todos os cantos do país, quando na verdade, estamos tão possessos como os que estão hoje na faixa de gaza. Hoje na Palestina o Hamas pediu aos Palestinos que fosse declarado um “dia de ódio” contra Israel. Não é louvável um pedido como esse, mas em meio a uma guerra, não sei o que é louvável. Mas há louvor no que Israel está fazendo? É louvável massacrar a Palestina dessa forma? Os israelenses consideram-se povo escolhido e por isso com poderes arbitrários para mandar e desmandar, podres poderes que são comprados e vendidos ao bel prazer. Tem uma máxima bíblica que diz para perdoar, assim como se é perdoado, o que não serve para Israel. Um povo que sempre reclamou com ênfase do que sofreu na segunda guerra mundial, deveria estar condoído com o sofrimento de outros humanos. Por conta do que aconteceu no passado, foi criado o Estado de Israel numa região que nunca foram deles, ao contrário, aquele espaço sempre foi dos Palestinos. Eles tomaram posse e agora querem que os Palestinos saiam, e chamam os mesmos de invasores, é brincadeira! Engraçado como o mundo comprado pelos judeus não move uma palha pra ajudar aquele povo oprimido. Quando o Lula foi empossado Presidente do Brasil rodou uma carta na internet, onde Arafat contava sobre o que acontecia com os palestinos e pedia ajuda. A propaganda israelense é hollywoodiana mascarando a verdade sobre o que acontece na faixa de Gaza. Os palestinos, para defender os seus, combatem o inimigo com as armas que tem e se preciso for, entregam seus próprios corpos como veículo de bombas. E o mundo inteiro assiste de camarote o que acontece lá do outro lado do mundo. E como é lá do outro lado, bem longe daqui, deixa pra lá. Os judeus podiam seguir aquelas máximas bíblicas, quem sabe, teriam alguma piedade dos que estão fragilizados, evitando a morte, a fome e a desgraça. Já são mais de 400 mortos e os estrangeiros estão saindo da zona de confronto enquanto Israel se prepara para novos massacres, agora por terra. Se uma parte do mundo não sente os lamentos, outros tantos estão em constantes protestos contra essa injustiça. Nós brasileiros, como somos muito pacíficos, sempre estaremos passivos diante desses levantes.
Protestos em Beirute em frente ao prédio da ONU
Beirute
Protestos na África
Protestos no Egito
Protestos na Bélgica
Protestos na Índia
Aqui no Brasil somos massacrados todos os dias e já nos acostumamos com isso, por isso, o que acontece na faixa de Gaza não nos afeta. AFINAL JÁ FOI CRIADA UMA NO BRASIL E NINGUÉM SE IMPORTA TAMBÉM!
Elizabeth
Em tempo:
"Entidades islâmicas fazem manifestação na avenida Paulista, em São Paulo; movimento é coordenado pela União Nacional das Entidades Islâmicas de São Paulo em apoio ao povo palestino na Faixa de Gaza"